segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ah! se eu pudesse viver para sempre aqui. No meu cantinho. No meu mundinho. No meu silêncio. 
Ah! Se eu pudesse não ter que conviver com outros. Ter que ver meu mundo misturado com outros. Ter que viver com pessoas que eu sei que a qualquer momento pode fazer outra ferida em mim. Eles não veem quantas feridas ainda tenho abertas. Eles não veem como estou frágil, como qualquer esbarrão é o suficiente para fazer meus machucados arderem. Eles não veem o quanto tudo me dói.
Por isso, continuo repetindo: Ah! Se eu pudesse viver para sempre somente em mim.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sempre fui muito intensa nos meus sentimentos. Fui amiga por inteiro, confiei por inteiro, me doei por inteiro, entrei em cada relação por inteiro.
Cada decepção roubou um pouco de mim... hoje não consigo mais ser inteira, mesmo que eu queira, eu não posso. Cada lágrima esvaiu minha ingenuidade em acreditar nas pessoas. Tirou minha confiança nas relações.
Hoje, vivo de metades, vivo de medo, vivo de tentar curar feridas e evitar que novas sejam feitas.


sábado, 20 de setembro de 2014

Sei lá...
Apenas parece que abriram a torneira da minha alma.

Não entendo por que eu estar no meu mundo particular incomoda tanto as pessoas...
"Você não pode viver solitária." "Você tem que parar de afastar as pessoas." "Você tem que se abrir para o mundo." Nem sei quantas vezes já me falaram isso... Tanto que as vezes começo a me abrir mais, começo a ceder...
Porém, as pessoas não tem noção do que estão me pedindo. Posso me abrir, mas poucos terão a persistência de permanecer na minha vida.
Por isso prefiro estar sozinha por opção a estar sozinha porque mais uma vez desistiram de mim.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Estou cansada de tantas metades...
Preciso de alguém por INTEIRO na minha vida.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ressaca Emocional...
Quando suas emoções sobem e caem rápido demais,
Com intensidade demais,
Com nostalgia demais, 
Com saudades demais...


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Já pisei tantas vezes em falso. Já pisei tantas vezes em abismos pensando estar pisando em terra firme. Já perdi tantas vezes meu chão. Que hoje no mais leve balançar da ponte, no mais suave tremor, no mais escorregadio chão, no mais suave soprar do vento: Eu me assusto. Eu retrocedo. Eu me escondo no meu castelo de pedras. Eu me agarro às minhas certezas.
E quando essas certezas se mostram minimamente duvidosas, meu medo volta a agir.
O meu mundo se abala. A confusão dentro de mim fica parecendo um trem desgovernado no meio da multidão. Fica difícil confiar em algo ou alguém. A solução mais confiável é sumir. É desaparecer desse mundo complicado. Mas é impossível desaparecer quando o mundo complicado está dentro de você. É difícil confiar em alguém quando até suas certezas te decepcionam.