quarta-feira, 25 de junho de 2014

Felizes são aqueles que me conheceram na minha inocência. Que me conheceram quando eu confiava com todo meu ser fácil demais, rápido demais. Foram eles que começaram a me transformar... Eles deram o indício de como eu estava errada, de como esse mundo não é tão colorido.
Fui quebrada uma vez, me reconstruí... Fui quebrada mais uma vez, me reconstruí novamente, com um pouco mais de dificuldade, mas me reconstruí... Fui quebrada outra e mais outras vezes, em cada uma dessas vezes um pedacinho meu ficava perdido nessas reconstruções, até eu estar com muitos buracos abertos, reconstruções cada vez mais imperfeitas. 
Hoje não resta muito de mim, e hoje já não confio totalmente. Sei que às vezes acabo sendo injusta com as pessoas sinceras que querem estar ao meu lado por inteiro. Mas como eu posso me doar novamente? Como confiar e se abrir quando todas as vezes que você acreditou ser de verdade, era apenas mais uma armadilha para fazer você cair novamente?
Não aguento mais nada... Estou frágil, todas essas reconstruções fizeram com que eu me tornasse imperfeita... Hoje apenas um esbarrão é o suficiente para me desmoronar. Os meus cacos não aguentam mais nada.
Então não me culpe se já não me doo, se já não me entrego... Eu simplesmente não consigo. É minha autodefesa... 
Infelizmente, os atuais, ficaram com os restos de mim. 


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