Em que momento eu me distraí? Em qual momento baixei a guarda? Como pude ficar tão desatenta? Eu não devia ter perdido a atenção... Agora invadiram o meu castelo, colocaram o muro abaixo... Novamente estou vendo meu mundo desabar. Como pude ser tão desatenta? Agora quem me ajudará a colocar tudo em ordem? Terei que reconstruir tudo sozinha. Terei que me reconstruir. Reconstruir muros mais fortes, nada de baixar a guarda, nada de invasores na minha vida...
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Quando acho que me curei. Quando acho que finalmente posso tirar os curativos, abrir as cortinas, abrir os portões... Quando estou quase vendo a luz do dia, quase... de repente me curvo com a dor, perco a respiração e a escuridão fica tão sombria... Tento voltar para a segurança do meu castelo, tateando o ar procurando me encontrar nesse breu que desceu sobre meu mundo.
E como se tudo já não fosse assustador, aquela pergunta ecoa como um grito na minha cabeça: "- POR QUE????"
Passei um bom tempo sem escrever, tentando não escrever...
Como escrevo mais quando não estou bem, escrever estava sendo sinônimo de me entregar à tristeza. Então, toda vez que a vontade vinha, eu a reprimia. Escrever significaria fraqueza.
Mas quando eu não consegui mais aguentar, quando as palavras jorraram respingando todo o papel ansiosas por finalmente saírem, eu entendi o quanto eu estava equivocada, estava totalmente enganada... Escrever não é minha fraqueza, escrever é minha fortaleza. As palavras são os alicerces que ainda me mantém em pé.
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